domingo, 23 de março de 2008

Pot-pourri?

Mesmo querendo eu não vou me enganar, eu conheço os seus passos eu vejo os seus erros. Não há nada de novo, ainda somos iguais, então não me chame, não olhe pra trás. Você quis não saber o que houve de errado e o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria. Brigar pra quê se é sem querer? Quem é que vai nos proteger? Será que vamos ter que responder pelos erros a mais? Eu e você. Mesmo sem ti ver, acho até que estou indo bem, só apareço por assim dizer, quando me convém aparecer. Quando quero.Tenho andando distraída, impaciente e indecisa, parece cocaína, mas é só tristeza. Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo. Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor. Quem me dera, ao menos uma vez esquecer que acreditei que era por brincadeira; explicar o que ninguém consegue entender; provar que quem tem mais do que precisa ter quase sempre se convence que não tem o bastante; que o mais simples fosse visto como o mais importante, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três; Eu quis o perigo e até sangrei sozinha, entenda... Assim pude trazer você de volta pra mim quando descobri que é sempre só você que me entende do inicio ao fim. E é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi. Quem me dera, ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes! Quem me dera, ao menos uma vez, não ser atacada por ser inocente. Tentei chorar e não consegui. E hoje em dia, como é que se diz eu te amo? Aonde quer que eu vá, levo você no olhar, mas pra não tocá-lo melhor nem vê-lo, como é que você pôde se perder de mim? Faz tanto frio, faz tanto tempo... A arte de viver da fé, só não se sabe fé em quê. Lágrimas por ninguém só porque é triste o fim. Outro amor se acabou. Ela não precisa mais de você... Sempre o último a saber. Dizem que eu tô louca por te querer assim e me fingir de burra pra você sobressair. Ouça-me bem amor, preste atenção, o mundo é um moinho, vai triturar teus sonhos tão mesquinhos e em pouco tempo não serás mais o que és. O teu amor é uma mentira (total mentira!) que a minha vaidade quer. Amor, meu grande amor, que eu seja a última e a primeira e quando eu te encontrar, meu grande amor... Me reconheça. Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom, se eu te escondo a verdade é pra te proteger da solidão. Faz parte do meu show, meu amor. Eu te odeio por quase um segundo e depois te amo mais. Quem tem um sonho não dança, Bete Balanço, por favor, me avise quando for a hora. Você me chora dores de outro amor, se abre e acaba comigo. Senhoras e senhores, trago boas novas! Pra quê mentir? Fingir que perdoou? Tentar ficar amigos sem rancor? A emoção acabou. Que coincidência é o amor! A nossa música nunca mais tocou. Todo dia a insônia me convence que o céu faz tudo ficar infinito e que a solidão é pretensão de quem fica escondido fazendo fita. Estamos, meu bem, por um triz pro dia nascer feliz! Cansada de correr na direção errada, eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades por que o tempo... O tempo não pára. Não, ele não vai mais dobrar. Pode até se acostumar, ele vai viver sozinho. Desaprendeu a dividir. Foi escolher o mau-me-quer entre o amor de uma mulher e as certezas do caminho, ele não pôde se entregar e agora vai ter que pagar com o coração. Olha lá, ele não é feliz. Sempre diz que é do tipo cara valente, mas veja só, a gente sabe esse humor é coisa de um rapaz que sem ter proteção foi se esconder atrás da cara de vilão. Então, não faz assim, rapaz, não bota esse cartaz, a gente não cai, não. Ê! Ê! Ele não é de nada! Essa cara amarrada é sóum jeito de viver na pior, um jeito de viver nesse mundo de mágoas. Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos ainda somos os mesmo e vivemos como os nossos pais. É, tentei chorar e não consegui.

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