Nem sempre a coisa certa é o melhor que podemos fazer.
Faz tempo que eu não escrevo aqui. Minhas férias foram boas, mas como tudo que é bom, passou rápido e depois de amanhã eu volto para a minha “querida” rotina. Aliás, é bom lembrar que vai ficar um vácuo na minha rotina, visto que uma das melhores partes dela vai acabar (eu vou sentir sua falta).
Voltando às férias, o Rio de Janeiro é lindo, mas a violência ainda estraga, é claro. Passar um mês lá me fez ver que Belém nem é tão ruim assim quanto parece. Mas isso não muda meu desejo de sair daqui, assim que eu tiver dinheiro vou embora pra fazer gastronomia, mas pretendo voltar praça sempre que possível. O calor dessa cidade até que faz falta.
Eu andei de kart. Tá, mesmo chegando em último na primeira vez e quase em último na segunda vez que eu fui, eu adoreei andar de kart. Quem sabe com um pouco de prática eu não consigo ficar entre os 5 primeiros pelo menos? Hahaha Quem sabe um dia. Um dia, porque é claro que não tem kart em Belém, pode até ter, mas não sei onde fica, se alguém souber, por favor, avise. Eu senti falta de salinas, não pensei que fosse sentir falta de salinas quando eu estivesse no Rio, mas eu realmente senti. Tinha horas que era legal pensar que eu poderia estar em salinas, com os meus amigos, contando histórias engraçadas, jogando dadinho, curtindo a vagabundagem das férias, enfim. Isso é quase um paradoxo porque eu já tava de saco cheio de salinas por ir sempre pra lá, mas eu bem que queria passar um tempo a mais por lá. Eu fui só um fim de semana e, digamos que ele não saiu como eu esperava. Ou saiu e eu só descobri depois que não era bem o que eu queria? Ah, nessas férias eu também descobri que eu sou uma “seca”, fria e sem sentimentos. Ou não. Talvez o mundo esteja girando rápido demais pra mim.
Sim, foi isso mesmo o que eu disse. Pra começar, eu não me apaixono rápido, e se eu tiver apaixonada, o que é meio raro, eu consigo me “desapaixonar” quando me der na telha (ou não), na verdade, eu me desapaixono se eu tiver um bom motivo pra isso. Mecanismo de defesa? Com certeza, mas a vida é assim mesmo. Mas o que tá em questão é as outras pessoas se envolverem rápido demais. Na minha época tinha um bom tempo pras pessoas se gostarem e depois elas resolviam o que iam fazer. Hoje em dia as pessoas se apaixonam em um dia, namoram em dois e se casam em menos de um mês (em Las Vegas? hahaha). Bom, deu pra entender. Infelizmente, não me encaixo nesse padrão. Não mesmo. Aliás, nessas “queridas” férias eu me dei conta de que ainda quero me casar. Na verdade, eu nunca deixei de querer isso, eu só tentei me enganar por tempo suficiente pra não sofrer por isso, é claro, mas como isso nunca dá certo, acho que eu finalmente caí em mim. Não vou negar, eu odiei isso. Cair em mim... Pra quê? Nem ajuda em nada, só piora tudo. Agora eu não sei o que eu faço. Eu não sei se eu vou atrás e faço absolutamente tudo pra ter o que eu quero, porque sim, eu já sei o que eu quero, ou se eu fico na minha esperando. O problema de ficar esperando é o tempo. Vou esperar a vida toda por isso? E se eu esperar em vão? O pior é que esperar a vida toda parece valer a pena. Se eu conseguir o que eu quero, no final, é claro, mas e se eu não conseguir? Como é que eu fico nisso tudo? Eu queria uma pista. Eu realmente queria isso. Mas e se a pista não vier? Eu podia me conformar e ficar pensando que se fosse pra ser tinha sido, mas por outro lado, e se ainda for? E se daqui há 30 anos eu olhar pra traz e me arrepender de não ter feito nada por pura covardia. Sim, covardia porque o máximo que pode acontecer é eu ouvir um não. Um “não” é muito bom. Sim, foi isso mesmo o que eu disse. Se eu ouvir um não, eu vou saber que eu tentei e que se não deu certo não foi por mim e que eu fiz a minha parte. E a melhor parte: eu vou poder seguir em frente. Enquanto tu não escutas um “não”, tu tens a esperança de um “sim”. Tu podes fingir que essa esperança não existe, mas no fundo tu sabes que tu tas se enganando porque ela existe. Esperança é uma merda. Acaba contigo. A certeza de um não é uma coisa boa. Mas como tudo na vida, a gente se dá conta que um “não”,apesar de te falar que tu podes seguir em frente, ainda é um “não”. Um não dói. Um “não” é um “não”. Ele é pessimista, negativo, corta-liga, infeliz... Enfim, é um não. Um não é a mais pura rejeição. Tem gente que tem medo do “não”. Tem gente que prefere perder a vida inteira na esperança do “sim” do que ouvir a certeza de um “não”. Porque é mais fácil, menos doloroso, bem mais fácil.
Eu sou assim? Me diz.
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