Eu queria que o meu dia tivesse 30 horas. Sério. 30h. Por que 24h? 24h é tão pouco. Se meu dia tivesse 30h eu conseguiria dormir 8h (tá, eu dormiria umas 12h), estagiar 4h, ficar na unama umas 5h e ainda teriam 12h sobrando. Com 12h sobrando eu poderia ver minhas séries, ver meus amigos, sair mais vezes e até, quem sabe, estudar fora da semana de provas. Enfim, eu poderia dar um “play” na minha vida. “Dar um play na minha vida”, de onde eu tirei isso? Agora minha vida virou um filme no “pause”. Tá, um dia com 30h seria muito interessante. Eu quero o meu dia com 30 horas.
Tá, voltando à realidade.
Não agüento mais a minha dor de cabeça que não passa. Já troquei minha lente e a dor não passa. Passei o dia me segurando pra não tomar dorflex, pelo menos eu consegui controlar meu humor dessa vez (acho) e eu tô cada dia mais cansada. Quando eu não durmo no ônibus (que podre, né? Também acho, segundo o papai, qualquer dia eu acordo em Marituba) eu durmo no carro. Eu fico lembrando do meu primeiro semestre, eu dormia pelo menos 4h da manhã e acordava meio dia, tomava banho e ia pra unama. Juro pra vocês que eu AMAVA isso. Deveria ser proibido acordar cedo. Eu adoro dormir até tarde, não tem nada melhor. Não venham me falar que a melhor coisa que existe é acordar cedo, ver o sol nascer... Isso não existe. Eu nem gosto do sol. Aqui em Belém é tão quente que o sol só me dá mais dor de cabeça. Por mim poderia ser noite o tempo todo, eu sinceramente não me importaria em não ver o sol. A noite não é quente, a luz não dói na vista, eu não fico com mais dor de cabeça que o normal por causa do calor e do sol, enfim, viva a noite! A noite é tudo mais bonito. A iluminação da cidade é bonita. Tá, parei. Por falar em luzes, lembrei do natal. Finalmente a melhor época do ano tá chegando. Por sinal, tá na hora de eu montar o pinheiro que fica no meio da sala e ocupa todo o espaço, porque sim, a minha árvore de natal ocupa a sala toda. Acho que eu não pensei que o apartamento era pequeno demais pra ela, mas por outro lado, eu não gosto de árvore pequena, eu gosto dela grande, mesmo que ela ocupe a sala toda. “Minha” árvore porque sou eu que monto e eu que a escolhi, logo, ela é minha. Se dependesse dos outros moradores de casa ia chegar o ano novo e o clima de natal não teria nem surgido. Nem a Maria monta, ela já começou a falar pra eu montar. Eu monto as coisas e ela desmonta. Desmontar é mais chato, entre arrumar a casa pro natal e desarrumar, eu ainda prefiro arrumar. Quando eu morar com a Nicolle, a minha casa vai ter até neve, vocês vão ver! É tudo tão lindo. Tá, eu sei que a Nicolle é judia, então, teoricamente, ela não comemora o natal, nascimento de cristo, etc, etc, mas pensem que ela é a judia mais católica que existe, então mesmo que ela não a credite em Jesus, e por sua vez não “comemore” o nascimento dele, ela pelo menos se empolga com a troca de presentes... Espero que com a árvore e com a neve também.
Grey’s anatomy. Eu estou cada dia mais angustiada com a Izzie por causa do Denny. Sinceramente, quando ela começa a seguir em frente, quando ela parece finalmente “superar” ele, o cara super volta do além, literalmente, pra ficar com ela, dizer que a ama e fazer as “coisinhas que ficaram pendentes”?! Aah, fala séério, né? Se ele não tivesse morrido, até teria sentido porque é assim que funciona, quando tu não queres mais, arranja alguém, segue em frente com outra pessoa, sempre surge das trevas alguém que já estava (metaforicamente) morto e enterrado, mas no caso literal de “morto e enterrado”... Ninguém merece. Logo o Denny? O casal mais perfeito que já existiu em greys? Eu passei tanto tempo querendo ser que nem eles quando eu crescesse, tirando o fato dele morrer, claro, mas enfim, eles eram o meu casal, entende? Agora essa palhaçada. A única coisa boa é ver o Denny. Mas sei lá, tão tirando a perfeição da coisa. Poderia ter parado em “You look better than a bride”, mas já tá em “I’m here for you”, e como tradução de “here” leia-se “aqui, te assombrando”. O primeiro episódio da quinta temporada foi perfeito. Ela ali, toda arrumada pra ele e ele elogiando ela. Seria o final alternativo perfeito... É o final alternativo perfeito, mas agora isso. Sei lá, já tá na hora de dar uma explicação. Tá demais, sabe?
Como foi? Foi assim: eu estava sentada, distraída, e eu ouvi meu nome, quando eu olhei, bem, eu não vi mais nada.
E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano... É engraçado.
O que eu quero? Olha, "liberdade" é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. É, saudade é assi mesmo.
"É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade." (Clarice Lispector)
Um comentário:
Um dia de 30 horas seria interessante, hehe, parabéns pelo texto é bom para refletir sobre nós mesmos, aliás o blog como um todo.
Postar um comentário