domingo, 16 de novembro de 2008

Pensamentos soltos.

Vais começar a ler? Ok, aviso: Eu escrevi tudo o que eu tava pensando, logo, tá sem sentido. Começa numa coisa, termina em outra e toda hora tem um assunto diferente.

A vida é a coisa mais frágil, instável e imprevisível que existe.

Agora tá tudo lindo. Daqui a dois minutos fica tudo feio.
Eu não sei se é TPM, se é coisa da minha cabeça ou se eu simplesmente me tornei uma pessoa sentimental hoje. Hoje? Não. Agora. Porque hoje tem 24h e 24h tem muito tempo. Agora. E talvez amanhã também.
Eu sei o que eu quero. Eu acho isso interessante. Eu admito que eu sou uma pessoa otimista, tentando ser apenas realista, simplesmente porque ser realista é mais fácil. É um atalho, entende? É mais fácil encarar quando as coisas dão errado quando não se tem esperança que elas dêem certo. O mais fácil é o melhor? Minhas perguntas estão começando a ficar sem respostas de novo. Eu sou otimista porque eu tenho fé. Eu tenho fé em Deus e nas coisas. E eu não tenho do que reclamar, as coisas dão certo pra mim. Só tem uma coisa que eu não tenho. Acho que já falei aqui em algum outro momento que a coisa que a gente mais quer é a única coisa que a gente não pode ter. Pensando bem, não é que a gente não possa ter. A gente vai ter, penso que nada é impossível e não penso apenas por otimismo, penso por acreditar, por crer.
“Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará. Nada vos será impossível" (Mt 17.20)”.
A gente não pode ter tudo porque é preciso ter paciência. Porque somos fracos. Porque se tivermos tudo abusamos do poder. Porque não somos perfeitos. Porque é preciso ter fé. Porque quando se tem tudo, acaba que não se tem nada.
Se eu tivesse tudo eu não teria com o que sonhar. Eu não teria do que reclamar (e não tenho, eu reclamo por puro hábito). Eu não teria nada. Paradoxo? Não. Na verdade é tudo uma questão de ponto de vista.
Deus fecha uma janela, e abre uma porta. No meu caso, ele costuma abrir um portal enorme, enfim. (Amém)
É errado se perguntar até quando? Poderia ser, dependo a que eu estou me referindo. No fim das contas, não depende. Quando tu se perguntas “até quando”, de duas uma, ou acaba na hora, ou dura tempo demais a ponto de tu esqueceres da maldita pergunta.
(“Maldita” é uma palavra maldita, é que nem “desgraçada”, desgraçada é tão maldita que é sem nada).
Eu não tô de bom humor. (Logo, estou mal humorada... Sério?!). Agradeço o fato de não ter ninguém por perto além da Taíssa, e agradeço mais ainda o fato dela estar dormindo.
Eu tava assistindo um filme “vestida para casar”. É muito bonito. Mas eu sou tão inconstante que eu comecei a ver o filme feliz, na segunda parte eu estava apreensiva, na terceira eu estava com um aperto no coração e no final eu estava chorando. O curioso é que eu não sei exatamente o por quê. O filme é lindinho. As 27 damas de honra ali, apoiando... Acho que isso não tem preço. Talvez seja um conjunto de emoções ou talvez seja porque, como eu disse inicialmente, eu estou sentimental hoje.
27 damas de honra é demais. Não no sentido de excesso, mas no sentido de ser maravilhoso. Não exatamente por ser muita gente, mas por serem 27 pessoas que se importam e que querem que dê certo. Ninguém é auto-suficiente. Amigos são importantes. Eles fazem bem pra alma. Falar besteira, futilidades, coisas sérias, rir, ficar junto, ver filme, chorar, abraçar, ver que alguém se importa de verdade, enfim. São coisas importantes. É estranho... Em alguns momentos, por mais pessoas que tenham, a gente sente falta de pessoas específicas. As coisas sempre melhoram com pessoas específicas.
Descobri o motivo do choro. Eu estou com saudades. De novo.
É uma das coisas legais de escrever, a gente vai escrevendo, escrevendo e quando vê as coisas melhoram e a gente descobre umas coisas que só pensando a gente não descobriria porque é fácil se perder em pensamentos. É legal colocar pra fora. Não é legal saber que os outros estão lendo, sempre parece uma vantagem. Estranho? Olha, num mundo onde tu lutas pra saber o que se passa na cabeça de outras pessoas, é vantagem ler uma parte do que elas pensam sim, ainda mais quando elas não lêem uma parte do que tu pensas. Aí entra a pergunta: “Por que eu tenho um blog se eu não gosto que os outros leiam?”. Bom, eu tenho um diário. Não do tipo “querido diário, hoje eu acordei, tomei café fiz isso, isso e isso...” é algo mais do tipo, “Hoje foi um dia assim, assim e assado”, é mais pra desabafar quando tem algo que eu quero falar. E não é exatamente diário, porque eu tô longe de escrever nele todo dia, até acho que eu escrevo mais aqui do que lá. Ultimamente eu escrevo lá o que eu não posso colocar aqui. Blog em si é uma exposição, escrever mais do que eu escrevo aqui é quase queimação. hahaha. Minha vida ainda tá meio longe de ser “um livro aberto”. Antes do blog que tinha um fotolog, até que chegou uma época que eu não postava mais pelas fotos, eu postava mais pelas coisas que eu escrevia. Eu passei uns 4 anos com meu fotolog... Eu comecei a sentir necessidade de escrever as coisas, não só pra desabafar, mas é que existem coisas que eu não posso simplesmente chegar e falar para as pessoas, tem coisas que elas precisam entender sozinhas. Eu mesma tive que aprender. Aí parecia mais fácil escrever sobre as coisas, sobre a vida e esperar que isso servisse para os outros de alguma maneira. Não eram textos de “indiretas”, até porque do jeito que eu sou cara-de-pau (isso é relativo, às vezes eu sou tímida também) eu dou umas “retas” mesmo, era mais pra “conselhos” digamos assim. Era mais a maneira que eu via as coisas... Quando eu vi, eu j;a postava no fotolog pra escrever e não pra colocar fotos. Aí eu criei um blog, era wordpress primeiro, mas eu não gostei de lá e criei um blogspot. Só quem tinha o endereço era o Rafael, depois de um tempo eu resolvi colocar no orkut. Aí eu fechei o fotolog. Fechar ele foi uma decisão complicada, porque eu não sabia até onde eu gostava dele, mas sinceramente, ele não me fez a mínima falta. É engraçado porque a maioria das pessoas que vem aqui não comentam em nada que eu posto. Eu nem faço exatamente questão que comentem, mas de cara parecia que não vinha ninguém. Com o tempo, eu já achei que tinah gente demais por aqui. Vira e mexe alguém faz um comentário. E ao mesmo tempo que eu gosto eu me sinto envergonhada, o que é estranho. Eu gosto de postar. Eua cabo não me sentindo só. Não que eu precise postar pra não me sentir assim, graças a Deus, eu sou uma pessoa abençoada quanto a isso, eu raramente me sinto só. Eu gosto de “compartilhar” as coisas de uma maneira sutil, digamos assim. Mas tem coisas engraçadas, uma vez um ser chegou pra mim comentando sobre algo que eu escrevi como se eu tivesse escrito pra ele (tem gente que se acha importante, acho isso demais), eu me pergunto, o que faz esse tipo de gente pensar que a minha vida gira em torno de tal pessoa? Se a máscara lhe serve o problema é seu e não meu. É bom escrever. Sempre é. Se eu tiver feliz ou triste, tanto faz. Talvez a melhor parte seja na hora de clicar em “postar”, fechar o notebook e deitar a cabeça no travesseiro e se sentir mais leve. Sentir que aquela dor estranha que tava aqui dentro diminuiu sensivelmente e que ninguém precisou ser afetado por ela além de mim mesma. Descontar tristeza, raiva e dor é... MUITO LEGAL. Sério. É legal porque quando tu tás mal tu queres ver o outro mal também. Mas isso é da natureza de algumas pessoas, não de todas. A gente se sente melhor quando desconta a raiva em alguém, mas descontar a raiva nos outros não é justo. Se eu fosse descontar tudo nos outros e saísse falando tudo o que eu tenho vontade de falar (sim, dá pra acreditar que eu não falo tudo o que eu quero? Eu falo tanto e tantas coisas que outras pessoas não falariam que fica difícil de pensar nisso, mas é verdade), as coisas iam ser ruins pro meu lado. Normalmente eu dou um jeito de falar tudo, sabe? Mas existem pessoas que não tem como falar. Não é uma questão de intimidade, é estranho, não sei dizer qual é a questão. Sei apenas que parece que tem uma barreira desestimulante no caminho. Um dia eu descubro o por quê. Enfim...
Ah, comparações. Odeio que me comparem as outras pessoas. Eu não sou igual a ninguém. Eu não penso igual a você, muito menos igual a essas pessoas com as quais você me compara. Sempre foi assim, sempre é assim e sempre vai ser assim. Onde tá o problema nisso? O problema é que comparações são inevitáveis. O problema é que apesar de eu odiar ser comparada, eu comparo. Poderia falar que não comparo, mas seria hipocrisia. Comparações são inevitáveis. E talvez este seja o ponto. Talvez o problema seja você comparar. Comparar duas pessoas, por exemplo... Porque você faz isso? Pra começar, as pessoas não são iguais. Matematicamente falando: A ≠ B. E eu com isso? Acho que eu mudaria em mim o fato de eu sempre esperar que os outros façam por mim o que eu faria por eles.
Eu tô muito chata hoje. Fico feliz por não ter que falar com ninguém. Acho que eu já falei isso antes, não?
Cansei de escrever. Boa noite.
(Falei isso do nada. Que desfecho espetacular para um post gigante)

A vida é a coisa mais frágil, instável e imprevisível que existe.
Mas é linda.
Você só precisa saber usar essas coisas a seu favor.

p.s.: Eu não tenho bola de cristal, eu não sou sensitiva, eu não prevejo o futuro, eu não sou pajé, eu não “recebo” entidades, não jogo tarot, nem búzios, nem nada relativo. Logo, não tenho como descobrir as coisas, a não ser que me falem delas.

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