quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu tô há uma semana querendo postar, mas além de estar sem notebook, o que dificulta a minha vida, toda vez que eu me “inspiro” eu não tenho onde escrever. Eu até ia apelar pro papel e para a caneta um dia desses, mas a preguiça foi maior e eu acabei passando a maior parte do tempo falando coisas e mais coisas para mim mesma (o que não ajudou em nada, claro). Talvez se eu tivesse escrito no papel, ajudasse em alguma coisa. Mas é também que as idéias andam surgindo nos momentos mais inoportunos, quando eu não estou em casa e não tenho onde escrever, ou sei lá, estou ocupada, enfim. Mas vamos lá, tá na hora de escrever.
Sinceramente, eu nunca pensei que eu fosse me arrepender tanto de uma pequena decisão tomada anteriormente. Talvez uma dose de realidade e um “Não” resolvessem tudo o que tem acontecido ultimamente. O problema é que essa dose de realidade e esse “não” deveriam ter vindo há um tempo, quando as coisas poderiam ter sido evitadas e caminhado de outra maneira, mas agora não dá mais. Minha mãe diria que não adianta chorar sobre o leite derramado, mas acho que eu não estou apenas chorando sobre ele, eu estou quase lambendo ele da mesa. Sabe o que é? Impulso. Por mais que a gente tente controlar acabamos agindo por impulso vez ou outra. Nem sempre o que a gente quer é o que a gente pode e a idéia de ter algo que queremos acaba nos cegando temporariamente e fazendo com que façamos coisas que não deveríamos simplesmente por termos a ilusão de que isso é algo bom. O pior é que logo que surge a idéia a gente chega a pensar nos prós e nos contras, mas logo a gente esquece os contras e focamos tudo nas coisas positivas que é o que queremos. Impulso. Agimos por impulso e depois nos arrependemos. Não gosto de me arrepender de nada, arrependimento nunca é bom. Sempre é ruim e deixa um tipo de sentimento estranho e não se pode fazer nada. Tem coisas que dá para voltar atrás, mas tem coisas que, se voltarmos atrás é como jogar merda no ventilador. Só espalha mais a coisa e piora tudo. Às vezes é melhor deixar quieto. O que eu queria saber é o que fazer quando deixar quieto também é horrível? Sabe, eu não estou em um dia bom. Hoje foi um daqueles dias em que a gente quer gritar “independência ou morte”. Eu tentei não usar o telefone, eu consegui não sair de casa e eu não consegui ser educada. Foi um dia de poucas palavras. Foi como abrir a janela e jogar 600 reais por ela (quase literalmente), simplesmente por depender. Dependência é a pior coisa que existe, eu não consigo entender como as pessoas conseguem viver dependendo de outras. Depender de uma pessoa pra fazer algo é não ter vida própria, é não poder tomar as próprias decisões, é ser submisso. É ter que se submeter a coisas que não queremos por conta de outros fatores. Eu sei que eu não posso generalizar e que dependência faz parte da vida, mas do jeito que tá não dá mais. Não sei mais o que faço. Eu quero ganhar na mega sena. Tá, eu sei que sou eu e todas as pessoas do mundo, mas enfim. Ah, meu filho vai ser jogador de futebol. Vou investir nisso desde sempre. E minha filha vai ser política. Simples! Eles vão ser ricos, porque não ganhando na mega sena só assim pra ficar milionário. Tá, tem outras opções, mas essas são as menos piores, acho.
Eu tô com um problemão que não tem nada a ver comigo. Nada a ver comigo no sentido de não fazer o meu tipo. Eu até falaria sobre ele, mas ouvir um “isso não faz teu tipo” e um “tu não és tu”, prefiro ficar calada e fingir que tá tudo bem.Só não sei até quando. Até quando. Até quando. Às vezes eu queria ter a mesma idéia de tempo que as crianças de 4 anos, onde as coisas ou são constantes, ou tudo foi ontem, ou tudo vai ser amanhã. É simplesmente mais fácil.

Uma frase interessante: Indiferença faz diferença. E se faz!
Duas palavras Gigantes: Sinto Muito.

2 comentários:

Anti-herói disse...

De fato,duas palavrinhas pequenas mas com importância daquelas......

L.S. Alves disse...

Raíssa o arrependimento é realmente uma coisa horrível, por isso tenho sempre em mente que não existem decisões certas ou erradas, apenas decisões. No momento a pessoa escolhe aquilo que acredita ser o melhor a se fazer, se os resultados não forem agradaveis devemos seguir em frente com a consciência de que fizemos a melhor escolha com as informações que dispunhamos naquele momento. E quanto a não depender uso uma frase que vem da ecologia. Tufo depende de tudo.
Um abraço moça e melhoras pra você.