Para início de conversa, entre quatro paredes um "não" vira "sim".
Sei lá, os últimos dois dias foram mais intensos do que os últimos dois anos. Acho que eu tirei um peso da minha costa e uma mágoa do meu peito; e é preciso tanta coragem para se fazer esse tipo de coisa que eu até fiquei com um certo orgulho de mim mesma. Lembra quando eu disse que eu tinha um vazio, que eu tinha perdido alguma coisa? Pois é, eu realmente perdi algo muito importante, mas eu sei que mais importante do que perder é saber lidar com isso. E, sério, eu realmente estou tentando e eu diria que até agora eu estou me saindo muito bem quanto à isso, porque, olha, para ser sincera, eu estou bem comigo mesma. Arrisco dizer que eu estou melhor hoje do que eu estava há um tempo atrás, porque agora eu estou comigo. Eu me sinto muito bem quando eu consigo ser fiel a mim mesma, aos meus sentimentos, aos meus princípios (que princípios?), enfim, ser fiel as coisas que eu acredito e eu sei que eu estava longe de fazer essas coisas. Mas eu não me arrependo também, porque eu sei que às vezes é preciso se doar a algumas pessoas mais do que a gente deveria, porque quando a gente para (odeio o fato de o acento agudo do pÁra ter saído na nova gramática) para pensar, tem pessoas que precisam muito mais da gente do que nós e até elas mesmas imaginam... E, muito raramente, mas nesse caso, tem pessoas que precisam mais da gente do que nós precisamos de nós mesmos. Agora eu tô bem. Amanhã? Não sei. Mas a gente nunca sabe, né? A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar... Mas, tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Enfim, a gente colhe o que a gente planta.
Go now, you're forgiven!
p.s.: É MUITO raro que uma montanha troque de lugar...
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