segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tem um dia na nossa vida em que acordamos e nos perguntamos como a gente chegou até aqui. O que fizemos de certo ou de errado para chegarmos ao lugar em que estamos?
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Eu ando mais preocupada com a vida do que andei nos últimos 19 anos e o mais engraçado é que minha preocupação não é por mim, mas por outras pessoas, porque se as coisas só dependessem de mim eu teria a solução delas nas mãos.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair do seu pensamento.
Eu queria poder consertar as coisas, mas eu nunca pensei que isso fosse ser tão difícil de se fazer. Não adianta simplesmente fazer o que os outros querem, porque só isso é muito pouco. E pouco é menos da metade. A gente tem que fazer o que os outros querem e ser feliz assim. Às vezes isso é difícil. Eu tenho que pensar como os outros querem que eu pense, agir como eles querem que eu aja e não posso em nenhum momento demonstrar fraqueza ou não concordar com isso, mesmo que só em pensamento, porque se isso acontece... Vem a angústia, que é um nó muito apertado no meio do sossego. Vem o desespero que são dez milhões de fogareiros acesos dentro da sua cabeça. Vem até mesmo a vergonha, que é um pano preto que você quer para se cobrir naquela hora. Vem também a raiva que é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes e a tristeza que é uma mão gigante que aperta seu coração. Sabe, às vezes a gente ama tanto algumas pessoas que fazemos coisas que nunca faríamos por nenhuma outra, nos doamos mais do que devemos e esquecemos dos nossos próprios sentimentos. A gente abre mão e renuncia coisas e nem mesmo entendemos os motivos de fazer isso, mas fazemos mesmo assim, porque é melhor para outra pessoa. Renúncia é um não que definitivamente não queria ser ele. E a gente vai vivendo, porque o tempo não para. Ou talvez, sobrevivendo, porque só temos uma vida e vivê-la em função dos outros é... Uma desilusão, que é quando anoitece em você contra a vontade do dia. É também decepcionante, e decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.Eu quero paz. Já quis mais coisa da vida, mas agora eu só quero paz. Não ter que andar na rua olhando para trás, viver com medo e nem é medo de bandido. Eu quero chegar em casa no final do dia, encostar minha cabeça no travesseiro e... Dormir. Um sono tranquilo, sonhar coisas boas, me livrar desses pesadelos horríveis, do descontrole que eu tenho sobre o meu corpo toda vez que eu me sinto em perigo ou tenho medo de alguma coisa e meu corpo inteiro começa a tremer involuntariamente e o meu coração dispara, porque não dá para viver assim. Eu só quero dormir, olhar para o lado e sorrir. Me diz, isso é querer demais?
Proteção, fé e paz. Muita paz no coração das pessoas.

Mas o mais interessante é no meio disso tudo você conseguir respirar fundo, bem fundo no final do dia e no meio de todos esses sentimentos sufocantes conseguir perdoar e desculpar, mesmo quando vocë acha que isso é impossivel de se fazer. Perdão é quando o Natal acontece em maio, por exemplo. E desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.

Tenham um bom dia.
E dessa vez, eu estou rezando para que eu também tenha.

Um comentário:

L.S. Alves disse...

Acho que sobre consertar os prblemas alheios a gente conversou. Então fica apenas a minha preocupação contigo, a admiração pelo estilo das metáforas e o "conselho".
Cuidado com esse negócio:
"Não adianta simplesmente fazer o que os outros querem, porque só isso é muito pouco. E pouco é menos da metade. A gente tem que fazer o que os outros querem e ser feliz assim. Às vezes isso é difícil. Eu tenho que pensar como os outros querem que eu pense, agir como eles querem que eu aja e não posso em nenhum momento demonstrar fraqueza ou não concordar com isso, mesmo que só em pensamento"
Porque no fim quem deita a cabeça no seu travesseiro é você. E é a ti que tens de agradar.
Um abraço moça.
...
forili