Eu sempre acreditei que somos responsáveis por nossas escolhas e que elas nos levam a todos os lugares que quisermos ir. Mas às vezes elas são tão difíceis. É difícil mudar, não é cômodo, não é confortável, mas é necessário. A gente reluta tanto às mudanças que no fim das contas acaba parecendo que o que é natural é ficar estagnado. Será? As pessoas se fecham tanto. Se fecham às mudanças, à vida... Se uma coisa deu errado, acham que todas vão dar. Se arriscar é tão difícil assim? É meio clichê escrever sobre isso, porque a maioria das pessoas conseguem enxergar essa situação toda, apesar de não fazerem nada a respeito, mas eu observo tanta gente presa que preciso escrever para respirar melhor. Viver é um mar de oportunidades. Oportunidades que se deitam à nossa frente o tempo todo, mas que podem escorrer pelos dedos... Esse negócio das escolhas... Fazemos escolhas toda hora. A gente escolhe o que vai vestir, onde vai comer, o que comer, o que ler, planejamos nosso dia com base em pequenas e, na maioria das vezes, inconscientes escolhas, mas quando nos deparamos com as grandes, paralisamos. Deixamos de lado, empurramos com a barriga. É realmente muito difícil reconhecer que uma determinada situação não é mais tão interessante, que manter uma postura sobre um fato não é mais o melhor a se fazer, que o emprego não está mais valendo a pena, que está na hora de sair da casa dos pais, que já passou da hora de perdoarmos algumas pessoas, enfim, reconhecer grandes coisas sempre é mais trabalhoso, mas é tão essencial pra gente, é qualidade de vida, é viver. Faz parte de nós. É o que somos. Tem horas que tudo parece estar tão errado, ao contrário... Que tal fazermos uma faxina mental? Limpar a alma, a vida, colocar as coisas nos eixos, mudar o que for preciso? Mudar é tão essencial quanto respirar.
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