quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Julie.

Em alguns momentos da minha vida eu já me peguei pensando sobre como seria esse post. É, o post que eu vou fazer agora. Talvez seja o mais importante que eu já fiz até hoje. Para quem não gosta de animais de estimação, pode parar de ler por aqui, mas se você começar a ler eu espero que você leia até o final. Não quero que esse post seja “só mais um post” ou que seja daquele tipo que você faz uma leitura dinâmica nas três primeiras linhas e começa a descer a barra de rolagem e depois vai para outro canto.



Para começar hoje é meu aniversário. Eu nunca pensei que o meu aniversário seria assim tão... Nublado, vamos dizer assim, e é bom lembrar que eu não estou falando apenas das condições climáticas. Ontem a Julie morreu. Eu já vi pessoas morrerem ao longo da minha vida, mas graças a Deus não eram pessoas próximas o suficiente para eu sentir como eu senti ontem, e hoje, e vou sentir por um bom tempo. Ontem foi um dia nublado também, um dia que eu passei meio entorpecida, que eu lembro absolutamente de cada detalhe, mas na minha memória as imagens seguem como num sonho, sonho do qual eu estou até agora esperando e implorando com loucura para acordar.


Ela sofreu uma parada cardíaca durante uma cirurgia de castração, ela tava meio doente e precisava ser castrada por isso. Ela pegou a anestesia ainda no meu colo e perdeu os sentidos nos meus braços, então eu a deixei naquela “cama” da clínica veterinária e fui até o trabalho da minha mãe enquanto eles realizavam a cirurgia. Eu fiquei pensando nela nesse meio tempo, em como ela era importante pra mim, talvez sem dúvida alguma o ser mais importante que eu já convivi em toda a minha vida, e então eu lembrei que não tinha pedido para Deus olhar por ela, aí eu parei e comecei a conversar com Deus, falando para ele cuidar dela, porque ela já ia fazer 10 anos (06/12/2009) e ela precisava de cuidados, pedi para que ele fizesse o melhor para ela e coloquei a operação dela nas mãos dele. Uns dez minutos depois disso o celular da minha mãe tocou e eu vi que era a veterinária. Eu sabia que era tempo de menos para a cirurgia terminar, eu... Simplesmente sabia. Eu atendi o celular e ela pediu para falar com a minha mãe, eu fui atrás da mamãe que quando atendeu o celular começou a chorar e gritar no meio do trabalho dela, ela chorava de um lado e a veterinária chorava do outro. Eu fiquei calada. Quieta. Acho que em choque, assimilando a ideia de que a ultima vez que a Julie abanou o rabo foi no meu colo lutando contra uma anestesia que ela definitivamente não queria tomar e depois disso ela perdeu a consciência. Ali mesmo, no meu colo. Aí eu percebi que o meu coração disparou, as minhas mãos ficaram geladas e eu senti uma dor física que eu lutei a vida inteira para não sentir. O que eu posso dizer é que eu estou morrendo de saudade. Eu comecei a chorar e milhares de coisa me vieram na cabeça, basicamente sobre como vai ser daqui para frente, porque eu já aprendi que a dor e a saudade sempre são dos que ficam. Eu fui até o pet shop, ela tava deitada na mesma “cama” que eu a deixei. A língua meio para fora, como sempre fica ficava quando ela dormia, mas os olhinhos estavam abertos, a veterinária disse que eles não fecham os olhos. Eu segurei por um bom tempo para ver se fechava, mas realmente eu não consegui fechá-los completamente. Acho que eu nunca chorei tanto em um único dia. Então, providenciaram uma caixa, que era pequena para ela, eles tiveram que abrir mais a caixa, passando durex e esparadrapo aqui e ali. A veterinária disse que eu poderia enterrar na casa de alguém (não tem cemitério de cachorro em Belém) ou poderia jogar no lixo biológico (isso mesmo, tem gente que faz isso), mas que ela não aconselhava a última opção porque quando a cadela dela morreu e fizeram isso, foi traumático demais, foi pior do que a própria morte do animal. Eu queria enterrar ela na casa de Salinas (aprox. 2:30h de Belém), mas era muito longe para ir e voltar no mesmo dia, então a gente foi enterrar em Castanhal (1h de Belém), na casa da minha avó. Ela está nesse momento lá no quintal da vovó, em baixo de uma mangueira. Eu queria que fosse em Salinas porque só quem viu sabe como ela amava aquela casa.


Na casa de Salinas ela se sentia um pit bull vigiando o portão. Eu moro em apartamento, não tem muito espaço, aí quando ela ia para salinas ela ficava tão feliz que corria a casa inteira umas cinco vezes só pra mostrar para gente o espaço que ela tinha lá. Ela não precisava de ninguém que a levasse para passear, quando a gente voltava da praia ela estava sentada na varanda ou em uma das portas que davam para a varanda como se tivesse cuidando da casa para gente. Ela se metia no meio do jardim e voltava toda cheia de carrapicho (uma planta que grudava no pelo dela), parecendo a rainha da selva. A Izabella enfeitou a Julie com flores e bateu uma foto em homenagem a liberdade dela:



Sabe, eu sei que parece egoísta da minha parte falar algo desse tipo, mas é que tem tanta gente no mundo que não me faria a falta que ela faz. Ela foi o ser mais leal que eu já conheci em toda a minha vida. Absolutamente todas as vezes que eu estava triste ela vinha e ficava perto de mim, abaixava o rabo e ficava no meu colo, assim como sempre que eu estava feliz ela latia e vinha querer brincar. Não teve uma vez que eu cheguei em casa e ela não veio correndo pelo corredor, caindo pelo caminho de tanta felicidade, latindo, abanando o rabo, aí ela corria para o quarto, subia na nossa cama e se deitava de barriga para cima pedindo carinho. Enquanto eu tava dormindo, ela ficava na cama dormindo comigo. Se eu dormia até 12h, ela dormia até 12h, e se eu acordava 8h da manhã ela saia da cama 8h e voltava a dormir só quando eu saía de casa, ou simplesmente mudava de lugar e deitava em um dos vários cantinhos dela pela casa. Os cantinhos dela são eram: a porta do quarto da Larissa, o chão do banheiro, em baixo da mesa da cozinha, bem no meio da sala, na porta do meu guarda-roupa, entre a minha cama e a da Taíssa, em baixo da cama da mamãe e se eu tivesse no computador era no meio do quarto da Larissa ou em cima da cama dela.
Ela parecia o meu rabo, aonde eu ia pela casa, ela me seguia. Ela só gostava de beber água gelada, quando a água já estava em temperatura ambiente ela metia a pata na vasilha e jogava tudo no chão até a gente colocar água gelada, mas ela tinha mania de beber água no boxe também e sempre marcava o tapete com as patinhas dela. Por falar no tapete, ela fazia xixi lá quando ficava com raiva de mim ou quando eu saia de casa sem falar pra ela cuidar da casa. Ela não tinha problemas em ficar só em casa, portanto que a gente explicasse pra ela o por quê disso, se a gente não explicasse ela fazia tolice. Fora isso, ela fazia as necessidades no lugar certo. Em termos de alimentação, ela com certeza foi a cadela mais feliz do mundo. Ela parou de comer ração com uns dois anos, quando a moça que trabalhava em casa na época deu uma vasilha de comida pra ela, era carne moída. Daí pra frente ela se recusava veementemente a comer ração. Ela podia passar 4 dias sem comer, mas não comia a ração, acabamos deixando ela com a comida mesmo. Eu nunca vi um cachorro gostar TANTO de frango. Domingo passado o papai chegou em casa com um desses frangos prontos, é quase impossível descrever a felicidade dela. Ela ia até ele, cheirava o frango, corria de um lado pro outro, abanava o rabo, latia e fazia tudo de novo. Quando eu dei o frango ela comeu tão rápido que vomitou, ai eu dei de novo, e ela comeu tudo de novo. Ela comia mesmo uma vez por dia, no almoço, no resto do dia ela ficava comendo comigo. Tudo o que eu comia, ela comia. Biscoito, bolo, pão (só se fosse com manteiga ou queijo), leite condensado com nescau, pipoca, enfim, todas as porcarias que vocês imaginarem e, não, ela não ficava com dor de barriga por causa disso. Ela só comia o que eu comia, eu não gosto muito de carne moída, a não ser que seja com macarrão, panqueca, e afins, a Julie não era diferente, acho que ela só gostou do picadinho quando ele abriu as portas dela pro mundo da gastronomia, porque depois disso ela desprezou ele, assim como a carne assada, são coisas que eu como, mas não brigo por elas, a Julie não podia fazer diferente.

Eu estava falando ontem com a minha mãe... Perdi as contas de quantos vômitos eu limpei, de quantas vezes a gente lavou a área de serviço e etc., de quantos banhos eu dei e de como isso tudo é tão pequeno perto das felicidades que a Julie me trouxe. Eu tive a melhor filha do mundo, porém eu sei que nem sempre eu fui a melhor mãe do mundo, mas o amor que eu sentia sinto por ela é tão grande que só Deus sabe como eu faria absolutamente qualquer coisa pra ela renascer. Sabe, morte é a única certeza que a gente tem na vida. Todo mundo vai morrer, fato, ponto. Mas por mais que assim seja, é a coisa mais difícil de se aceitar. Talvez a gente nunca aceite isso, simplesmente tentamos nos adaptar, tentamos nos acostumar a viver sem, a gente morre um pouco de saudade e vai levando a vida. Saudade dói tanto, é uma das únicas coisas que me fazem chorar de verdade. Eu odeio sentir saudade. E nesse caso o que mais assusta é saber que, pelo menos em vida, eu nunca mais vou vê-la. Eu nunca mais vou pegá-la no meu colo e beijar, beijar, beijar, cheirar e falar que eu a amo e apertar tanto até ela reclamar. Tocar é muito mais importante do que as pessoas imaginam. O toque é tão... Importante... Eu acho que essas coisas acontecem (além da ordem natural da vida) para entendermos que não podemos tudo, que não controlamos todas as coisas, para refletirmos, enfim. Para valorizarmos mais o tempo que temos e o que é realmente importante. Somos tão egoístas que “esquecemos” de Deus e só o procuramos nas horas mais difíceis, enquanto tá indo tudo bem ele fica de lado, exceto por “ai Meu Deus!” e “Deus o livre” (não posso generalizar, claro, mas mais da metade das pessoas que eu conheço são assim). O ser humano vive a vida como se ele fosse imortal, mas na verdade ninguém sabe o dia de amanhã, um dia você tem tudo, no outro você não tem nada, um dia você tá vivo e no outro não. Se eu pudesse voltar no tempo eu teria feito tanta coisa diferente, a gente sempre pensa que temos mais tempo, que temos tempo de corrigir os erros, de passear mais tarde, de arranjar um namorado no próximo cio e cuidar de três filhotes, mas é que a gente mal nasce e começa a morrer. Quando vemos o tempo passou e a não fizemos nada. Temos um poder de “enrolar” invejável, porque conseguimos ser egoístas até mesmo com o único ser que nos ama sem “apesar de”.


A Julie me amava. Ela não me amava apesar de eu não descer com ela todos os dias, ela simplesmente me amava e não ligava pro fato de eu ter ficado com preguiça de colocar uma roupa e ir até lá em baixo com ela enquanto ela dava a voltinha dela, era mais simples eu abrir a porta e então ela ia e depois voltava. Nas vezes em que eu brigava com ela e depois saia de casa, quando eu voltava, ela vinha correndo e caindo pelo corredor e depois corria até a nossa cama e fazia uma festa enorme e ficava de barriga pra cima pedindo carinho, porque a Julie não guardava rancor. Se você tá pensando “claro, era um cachorro” é porque você nunca teve “um cachorro”. Se você quer saber o que é um amigo de verdade, tenha um cachorro.


Em dez anos aconteceram muitas coisas na minha vida, na verdade, eu acredito que na fase dos 09 aos 19, acontecem mais coisas na sua vida do que em todo o resto, porque você não é nem adulto e nem criança e você tá numa fase de transição em que tem que assumir responsabilidades que antes disso simplesmente não lhe cabiam. Foi nesse período que Deus me deu a minha melhor amiga, a minha filha, a minha flor, a minha vida. A Julie era de uma lealdade invejável, sabe quando tu chegas na tua casa e teu pai tá vendo TV, tua mãe tá jogando no computador, tuas irmãs tão estudando e simplesmente ninguém parece notar que tu chegaste em casa, e tu se sentes só, se sentes “ninguém” por isso, mas aí vem alguém, que notou que tu chegaste em casa, não só notou como é o ser mais feliz do mundo por isso e de repente tu não te sentes mais tão só e tão perdida porque, afinal, tu és tudo para alguém. Esse é só um dos motivos que me fazem sentir saudade dela. Na fase mais confusa, quando tu não entendes nada, quando tudo parece ser novidade, quando eu tive minha fase rebelde, quando eu tive minha fase depressiva, quando eu chorava por não ser quem as pessoas esperavam que eu fosse, ela tava ali, do meu lado me aceitando e me entendendo como todas as outras pessoas não foram capazes ou sequer tentaram fazer. Quando eu amadureci. Quando eu amadureci demais para a minha idade. Quando eu aprendi que viver não era fácil, nem simples, quando eu aprendi a lutar pelo o que eu queria, quando eu aprendi a falar para ser ouvida, absolutamente em todos os melhores e piores momentos que eu já tive em 19 anos ela estava presente. E abanando ou abaixando o mesmo, mas sempre comigo. Outra coisa, não corte o rabo do seu cachorro. Você vai ver como esse rabo é importante no decorrer da sua vida.


A dor que eu to sentindo agora é enorme. É tão grande que não cabe em palavras, mas eu posso dizer que ela foi feliz. E que eu fui feliz. Ela foi a alegria da casa por tanto tempo que, sim, tá fazendo muita falta e, como eu já disse mil vezes, eu estou morrendo de saudade, mas mesmo assim eu pretendo ter outro cachorro. Não, não substitui. Assim como pessoas não são substituíveis, cães também não são, mas eu quero outro. Eu vou fazer outro cachorro feliz, depois outro e depois outro, e eu sei que todas as vezes que eu perder um deles vai doer muito, mas eu não posso me privar de ter um bom tempo de felicidade e de fazer a felicidade deles por isso. Se eu fosse pensar (como eu sei que muita gente pensa) que eu não devia mais ter outro, porque quando eles se forem eu vou sofrer e, naturalmente, vai doer muito, sempre, eu simplesmente estaria esquecendo que viver é um risco e que eu não sou imortal (mania de achar que somos imortais) nem as pessoas que me cercam, que pode ser um cachorro como qualquer outra pessoa, não é porque o ciclo de vida de um animal é menor do que o meu que eu não vou ficar com ele, além do fato dessa passagem ser algo natural e fazer parte dessa vida.


Minha flor, meu bebê, pode crer, eu tô bem eu vou indo, tô tentando vivendo e pedindo com loucura pra você renascer.


“Não, não vai embora, eu vou morrer de saudade. Não, não vá embora, eu gostava tanto de você... Eu vou morrer de saudade.”

(06/12/1999 – 03/11/2009 †)

p.s.: Nos meus sonhos novembro sempre era doce.

6 comentários:

L.S. Alves disse...

Depois de ler tudo não resta muito o que dizer. Passo apenas para deixar um abraço e desejar boa sorte com a sua recuperação.
Um abraço moça.
...
fedreess

Flávia Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Flávia Lima disse...

Encontrei seu blog através do "Máquina de Letras". Acabei de ler o post e estou me debulhando em lágrimas (detalhe: tô no meu trabalho!!!!). Me emocionei do início ao fim, pois SEI exatamente o que você está sentindo. Há dois anos perdi minha cadelinha Maggie. Ela também era a alegria da casa. Poodle, parecida com a sua, só que bem pretinha (tanto que chegava a reluzir). Colocávamos vestidinhos e lacinhos nela para passear. Parte do tempo que ela passou conosco foi numa casa bem grande num condomínio fechado, onde ela saía (também) para passear sozinha e voltava (bem... algumas vezes a gente tinha que sair para buscá-la pq ela entrava na casa dos vizinhos...rs). Depois nos mudamos para um apto pequeno, onde ela não tinha mais tanto espaço para correr e brincar, mas continuava feliz por estar ao nosso lado. Maggie era meiga e seus olhinhos refletiam toda a doçura do mundo. A tosa era feita por um rapaz que ia lá em casa, só que ele desistiu do trabalho pq ela sempre passava mal e ele tinha medo que um dia ela morresse nas mãos dele. Não gostávamos de tosá-la, mas quem tem cachorro peludo sabe - enrola tudo e o bichinho sofre. Como o tosador desitiu, levamos ela a um pet shop indicado por uma amiga. Ela foi de vestidinho novo, levada pelo papai e pela mamãe. Eu estava em casa (ainda não trabalhava) quando o telefone tocou e a vovó atendeu. Quando ouvi os choramingos dela e a expressão de tristeza, meu coração se fechou. A dor foi instantânea. Não me lembro de ter chorado tanto também (até então). Tudo ficou cinza. Mamãe e eu choramos durante semanas inteiras. A casa ficou enorme e a víamos em cada canto, principalmente naqueles onde ela costumava ficar.
Ler seu post trouxe à tona cada sensação daquele dia (não me admira ter chorado tanto agora). É realmente muito difícil. Entendo você. Perfeitamente. E admiro sua idéia de querer ter outro cachorrinho (comigo demorou um pouco mais). Não substitui, de fato, mas traz alegria e ajuda a superar. Hoje tenho a Drika. Ela é o oposto da Maggie: travessa, agitada, grudenta, temperamental, brava, mas muito - muito! - carinhosa. É a nova alegria da casa. Meu segundo bebê. Tenho certeza que Deus também vai te dar outro, que lhe trará muita felicidade.
Fique bem.
Beijos!

Izabella Bastos disse...

Sabes que eu tô chorando tanto agora pensando nela...em como eu implicava com ela e o quanto eu aborrecia ela pra brincar comigo.Acho que sempre soubeste o quanto ela era importante pra mim tb.A Julie estava com a gente sempre.Ela n saia de perto quando estudávamos, podia ser a hora que fosse.Em salinas, ahh o que vai ser da casa de Salinas sem ela?Simplesmente acho que vou lembrar daquele dia, nós três sentadas na varanda e eu enfeitando ela e batendo foto, pra sempre.Eu fico triste por ela mas fico mais triste por ti.Eu sei que ela era TUDO pra ti...Amiga, a minha amizade não chega aos pés da amizade que a Julie te proporcionou durante esses 9 anos e 11 meses mas quero que saibas que és essencial na minha vida.Eu abanaria o rabo pra ti toda vez que te enxergasse(se eu o tiveese claro).Só quero que fiques bem porque a Julie foi um cachorro feliz e deve estar em um lugar melhor comendo todas as coisas que ela sempre gostou e não duvide que ela renasça...
EU TE AMO demais...
=*

Lu Vieira disse...

Gostei de conhecer a sua história com a Julie. Parecia um ser humano na sua vida. Também tenho a minha história com um "dog", o Dunga. E também contei em um blog, o "Máquina de Letras". Acho que há duas diferenças nas nossas histórias: nunca deixamos o Dunga dormir na nossa cama e eu e meus irmãos já éramos jovens quando ele veio fazer parte da nossa vida. Tenho saudades e ótimas recordações do Dunga. E creio que é isso que vai acontecer com você. Beijos.

Learning to Learn Languages with Cintia disse...

Ai, Raíssa, eu nem consigo imaginar a dor que vocês estão sentindo... Teu post me fez chorar horrores....
Corri para abraçar e beijcar a Luna e não quero nem pensar quando for a vez dela...
Estás certíssima quando dizes que pensamos ser imortais... Isso me lembra de viver cada minuto da minha vida como se fosse o último...
Abraços apertados,
Cintia