A gente acha que vai morrer, que vai sufocar, que não vai conseguir, mas passa.
No fim das contas tudo passa.
Aquilo que não te deixava dormir há quatro anos atrás já não incomoda mais. Já não cabe, não faz parte.
De repente o tormento desaparece e você nem sabe como foi.
Aquilo que por tanto tempo te tirou o sono, te fez acordar de madrugada pelo menos três vezes antes de você desistir de vez de dormir... Passou.
A gente só tem uma vida, pelo menos com certeza, que é a de agora. E o que você tem feito em relação a isso?
De repente o ano acabou, de novo. Eu não bati as metas que eu estabeleci há um ano atrás. Eu achei que tivesse mais tempo, mas nem sei como, porque foi tão rápido, o ano acabou. Eu não viajei, eu não melhorei de vida, eu não me mudei, eu não gritei o que eu queria gritar e nem ganhei a guerra que eu ia batalhar.
O ano passou e eu nem vi e a maioria das coisas que eu pretendia fazer eu fiz ao contrário ou eu não fiz.
De repente tudo saiu do controle, mas que controle? Eu não tenho nada sob controle.
Eu faço 10 planos e 9 acontecem de maneiras diferente do plano inicial.
A vida é assim. É imprevisível e passa muito, muito rápido.
Segundo dia do ano e minha sensação é de sufoco. Parece que sucumbi à uma infeliz rotina em 2015, a qual não quero abraçar em 2016. Não tem a ver com promessa de ano novo, tem a ver com o tempo e a vida. Com o momento tendencioso à reflexão universal que quase nos obriga a fazer um balanço anual do que passou e do que vai ser daqui pra frente. Nossas escolhas reais acontecem o tempo todo, todos os dias. Mudar isso depende de mim, de você.
A gente precisa parar de querer ganhar as coisas e aprender que elas acontecem com muito esforço próprio, não caem do céu. Trabalhamos diariamente com oportunidades que agarramos ou não. Na maioria das vezes a resposta é não.
Vou trabalhar com uma lista de coisas que eu já fiz e espero que ela cresça. Não vou trabalhar com lista de coisas a fazer.
O tempo passa e é devastador, porque ao mesmo tempo que ele cura muitas feridas que por muito nos atormentaram, ele também, tantas vezes quanto, leva embora aquilo que não queremos soltar. Aquilo que cuidamos para que fique aqui, de repente some.
Esse ano não, porque um ano é muito, mas também é pouco, então, daqui pra frente: atreva-se. O mundo é de quem se atreve a fazer as coisas. Ficar sentado esperando não dá em nada.
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