Pedro Henrique amava loucamente Carol, amava-a com um amor de cinema, com uma orquestra ressoando em seu sangue e inundando seus ouvidos. Ele a amava quando acordava, quando ia dormir, amava-a o dia inteiro e a cada segundo. Pedro amaria Carol mesmo gorda e feia. Ele a amaria mesmo com a pele estragada, sem seios e com buço. Ele a amaria mesmo careca.
Carol. O doce som de seu nome ressoando em seu cérebro era bastante para que Pedro Henrique sentisse como se seus ombros tivessem recebendo uma boa dose de estimulante, como se pudesse andar sobre as águas, fazer levantamento de peso usando uma carreta, e depois jogá-la do outro lado da rua.
Agora, Pedro amava todo mundo, porque amava Carol e Carol o amava. Pedro amava os engarrafamentos, a poluição e o barulho das britadeiras. Ele amava as manhãs de segunda-feira, as séries cômicas de televisão que não fariam um retardado rir, e adorava ficar na fila do Departamento de Trânsito. Ele amava até o seu emprego, embora não pretendesse voltar a trabalhar lá.
Ele era ela. E ela era ele.
3 comentários:
Adorei a história :D
Impressionante como todos os apaixonados acabam amando a poluição, o engarrafamento e tudo mais.
"ele era ela e ela era ele" achei tão lindo! tomara que ainda existam amores assim *_*
beijos Rah.
Queria saber o porquê do título.
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